sexta-feira, 8 de abril de 2011

Fonte original: "mathdvision" on Tumblr - link abaixo do texto.



Os fones estragaram

Devido a real afirmação mencionada no título, tenho ido para a escola, sem ouvir qualquer tipo de música, apenas acompanhado pelos sons de carros, ônibus, chaves, pássaros nos fios e “bons dias” soltos ao vento.
O vento começou a infiltrar-se por dentro da cidade mais do que o normal, mesmo o outono não tendo chegado. O nosso verão esfriou um pouco mais nos últimos dias, fazendo com que no período da manhã, transitem nas ruas narizes e ouvidos gelados, bochechas pouco rosadas, dedos quase intáteis.
Mas como toda mudança não é aconselhada a ser brusca, o verão não vai direto ao inverno. Estamos saindo da estação de uma felicidade infantil e inocente, de cores vivas, alegres e brilhantes. E começando a nos preparar para receber uma estação com tons cinzentos, que muitos não gostam, imitando assim, a verdadeira condição de todo e qualquer ser humano.
A terra tem sido bondosa, se desdobrou um pouco mais, para nos dar essa oportunidade de preparação para o temido inverno. A estação mais humana de todas (talvez por isso temida por alguns). A estação em que as pessoas se tornam mais reais e mais carentes, revelando necessidades que os corações gelados guardam, e que precisam ser saciadas.
O inverno nos torna famintos por corações quentinhos, assim como mendigos por moedas. Faz-nos sentir a falta de um calor humano que nunca encontramos quando andamos pelas ruas entre as pessoas. Ele nos faz sentir frio, frio o qual, esfria e resfria e re-esfria até a alma. Ele nos torna necessitados pelo calor do outro corpo, calor o qual, somente esse, consegue aquecer nossos corações gelados, carentes e solitários. Esse frio não tem cura. Esse calor é o tratamento. O processo é cansativo. O resultado é longínquo. A experiência é deliciosa.
Portanto: que venha o inverno…
To F.C.M.K.
^^
ACESSE:  mathdvision.tumblr

Registro pessoal de MatheusD.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Desinbucha! fala tudinho! põe p'ra fora! Solta... Vâmo lah!